Futebol Feminino
Desde muito tempo atrás, a mulher vem tentando buscar igualdade em vários fatores, um dos meios encontrados foi através do esporte, onde a mulher consegue se igualar e às vezes até competir com os homens, mas porque no futebol não é assim?
Apesar da influência significativa que o futebol tem na cultura brasileira, a figura da mulher se apresenta de forma tímida e oprimida, antigamente existia até uma Lei que proibia as mulheres a praticar futebol. Quando as mulheres resolveram "brigar" por igualdade e se agregarem ao futebol, este esporte já estava bem firmado pela sociedade machista e se encontrava em uma fase que o profissionalismo já havia sido aceito.
A história do futebol feminino, porém, mostra-se inversa à do masculino. Quando implantado, o futebol masculino pertenceu exclusivamente à elite, devido os recursos financeiros que eram requisitados para a sua prática, por falta de materiais específicos entre outras causas. Mas com as mulheres ocorreu o oposto: o grupo feminino sempre pertenceu às classes desfavorecidas.
Na maioria dos esportes em que as mulheres praticam, geralmente exibem sensualidade e graciosidade, como no futebol é praticamente impossível de acontecer isso pelo fato de ser um esporte “sujo”, onde todos ficam suados e etc., elas encontram muito mais dificuldade em relação a qualquer outro esporte.
Sem contar as intervenções médicas, que diziam que a mulher era sensível demais para um esporte com tamanho contato físico.
Hoje ainda não é possível afirmar que as dificuldades daquela época foram vencidas. Isto considerando que a sociedade ainda (mesmo que a idéia esteja começando a mudar) discrimina a mulher que mostra um interesse na prática. Isso só comprova como a cultura influencia nas discussões atuais.
Depois de muito tempo, muita luta, começou a profissionalização no Brasil, e mesmo assim foi muito difícil, visto que não há uma entidade forte que organize o futebol feminino e também não há investimento público nem privado. Nos EUA, o futebol é visto como esporte feminino, enquanto que em 1994 foi o vice-presidente quem entregou a Taça ao capitão da seleção brasileira, Dunga, e em 1996 foi o próprio Bill Clinton quem entregou a Taça pelo mesmo evento, porém feminino. O que não significa que a mulher é bem mais reconhecida lá do que é aqui nos esportes, frente que a mesma não tem vez no futebol americano e no beisebol, dois dos esportes mais difundidos nos EUA. A mídia também tem um pouco de culpa na situação atual, uma vez que não tem dado importância à atleta feminina tanto quanto ao masculino.
Mesmo com todas as dificuldades, a melhor jogadora de futebol feminino nos últimos 3 anos foi uma brasileira: Marta, recém contratada do Santos FC. E por falar em Santos FC, o único clube grande que está valorizando o futebol feminino são eles, e por ganharem a Copa do Brasil (O único torneio nacional digno da grandeza desse esporte) estarão na primeira Libertadores da América feminina, que será disputada em Santos – SP.
E enquanto a mentalidade da sociedade não mudar, as mulheres sempre terão dificuldade em conquistar seu espaço.
Beijos.
Caroline de Oliveira.
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